09/05/2011

Sopro


A vida é um curto sobro
Em cantos de dor e alegria
Em todo flagelo
Um caminho a felicidade
É o apreender mais que o ensinar
Ganhar o eterno
Sem vitoriar o efêmero
É simples o complexo
Branco e leves são nossos bens
Arrastam-se alguns farrapos por ai
Um incontentamento com reféns
Se compreendêssemos o meio
De tudo reformularíamos
Das horas do puro amargo
Extrair-se-ia doce lição.

26/04/2011




Singelamente analiso os dias
Muitos fatos a declarar
Dias a rezar
De nada adianta
Conhecer e não saber
Amar e não dizer
De leve, breve
Giram incansável os ponteiros
Se fala, repara
Se pensa, produz roteiros

02/02/2011

olhos d'alma



Cerre os olhos
Enxergue com a alma
Saia de si mesmo
Esqueça-se das interpretações humanizadas
Veja pelo lado de fora
Observe de todos ângulos
Sem preconceitos, conceitos, teorias.
Tão-só absorvendo o meio
Abstraia o amor falsificado
Olhe tudo com igualdade
Vejam os inimigos
A eles restam compaixão
Eles se destroem por si
Não se perturbe
Por pequenos desacertos
Apague de seus arquivos
Toda tristeza, lamentações.
Olhe o verde
Magnetizando a vida
Veja o mundo com os olhos de crianças.

25/01/2011

misteriosa a vida


Sentimentos são matérias
Que vagam entre dimensões
Inferior, superior
Cada um com sua afinidade
De uma haste espinhosa
Brota rosa formosa
Um embrião, hoje homem maduro
Perambulando procurando um rumo
Sensíveis, procurando abrigo
Ocupando um vaso
Que um dia quebrara .

A vida segue...
sempre misteriosa...

16/01/2011

Vida


De célula em célula
Molécula a Molécula
Umas requerem outras liberam
A Energia da vida

A vida é assim
Colisão, união
Das células um ser
Que transborda vida

Uns usam a vida
Outros a deixam na gaveta
E tem aqueles que sentam
Vendo os dias no calendário

Alguns a tem branquinha
Farta de bons momentos
Tantos outros a pintam de escuro
E se escondem da verdade da vida

05/10/2010

Alma minha





Se o Silêncio de minha alma falasse
Seria o som de uma leve brisa
Que toca folha a folha
Outrora seria tempestade
Ruivante, sem temor.

28/09/2010

Se eu fosse um padre - Mário Quintana

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!


Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.

10/09/2010

Talvez eu esteja mesma errada
Até estou acreditando nisso...
Mais o que é certo então???
Ser uma marionete...
Sorrir quando falta graça
Falar quando não tenho palavras
Meus sentimentos são só um detalhe
...isso é o que parece

Só não me mande pensar...
...pensar em que?

17/08/2010

Ser, somos ... o amor é tudo

Nunca diga um "eu te amo"
Em Busca de um outro eu te amo
Complexidade do tão simples
Do amar e querer se amado.

***

A vida sem relogio
Nada para
Somos um tudo em um nada
Alimentados de amor ou de ódio
A calma no tormento.

***

Somos dia ou noite
Ou um pouco de ambos
Buscando o desconhecido
Esquecidos da essência
Do porque estar aqui.

***

Somos o que somos
As vezes melhores
Muitas vezes o que dá para ser
O que nos faz melhor
O amor.

*** # ***

Por esses dias vi um fato que não irei citar por motivos maiores, mais digo que mudou um tanto a forma com que vejo a vida, pode ser uma coisa considerada normal para alguns, mais para mim foi uma lição, uma das coisas que aprendi foi que o amor é tudo, e nos somos um muito em um nada, somos uma luz vestindo uma moldura fisica, mais como toda luz, a nossa pode apagar se não tiver uma fonte de alimentação, e uma vez apagada a escuridão toma conta, e se não buscarmos o amor nada, nadinha somos.

03/08/2010

E chove no meu jardim

Tem Dias que chove no meu jardim
Molha, brota, vive
Agua docê escorre entre raizes
Num singelo barulho
Leva meu barquinho
Meus imperios de area
Derretem como gelo ao sol
O dia parece noite
E agua parece escorrer dos olhos
E ainda chove no meu jardim.