08/12/2011

Ovelha Nuvem


Feito ovelhas nuvens
Os sonhos parecem faz de conta 
Quando sonhados acordado 
Poesia soma a fantasia
Tudo se torna possível 
Em breve instante inconstante 
No qual me deslumbro
Entre o real e o imaginário 
O desalento pode ser isento 
Desdobrado sem contentamento  
A alegria só pode ser sopro 
Que chega para ir.

2 comentários:

Carlos Howes disse...

A imaginação é rica, e adoça alma. Mas o excesso desse doce pode indicar abandono de vida.. È preciso ter o equilibrio entre o real e o imaginário. Mais um belo poema! ;)

Velho Santiago disse...

Pois que tal poema destacado em seu espaço - abaixo transcrito - foi minha Epígrafe na Graduação em Jornalismo. Acredita? Há exatos 10 anos.

Lindo... Quando o li, pensei: é esse! Como desencantar as palavras para a vida? Vida essa que eu decidira contar às pessoas por palavras?

E pra contar, promessa de vida, buscarei por toda a vida. Justo.

Continuo buscando. Tornou-se minha vida...


Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro,
se não a encontro, não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

(Carlos Drummond de Andrade)